Réus por execução de policial civil chegaram a gravá-lo em campanas, diz investigação; veja vídeos

  • 06/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeos mostram policial monitorado antes de execução A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí obteve, nos celulares dos réus pela execução do policial civil Carlos José Queirós, em outubro do ano passado, vídeos feitos durante campanas dos criminosos na delegacia e na casa da vítima, em Niterói. Um dos vídeos foi gravado na frente da 29ª DP (Madureira), onde Carlos trabalhava. Imagens também foram feitas na Ponte Rio-Niterói. Em um dos momentos da campana, outro vídeo mostra o policial saindo de uma viatura da delegacia e entrando em casa, em Piratininga, no dia 2 de outubro do ano passado. O policial acabaria sendo executado dias depois, ao colocar o lixo para fora de casa, na rua Raul Corrêa de Araújo. Um veículo branco se aproxima de Carlos, e o carona do carro dispara várias vezes contra a vítima. Carlos José Queirós, assassinado na porta de casa em Niterói, na Região Metropolitana do Rio Reprodução/TV Globo As imagens foram obtidas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que investiga o caso, após quebras de sigilo telemático e telefônico autorizados pela Justiça. Cinco presos acusados pelo crime vão a uma audiência nesta segunda-feira (6) em Niterói. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, eles cometeram os seguintes crimes: Fábio de Oliveira Ramos, policial militar do 3º BPM (Méier), por seguir a vítima Felipe Ramos Noronha, policial militar do 15º BPM (Duque de Caxias), por seguir a vítima Mayck Júnior Pfister Pedro; por seguir os passos da vítima Dênis da Silva Costa; atuou como "batedor" após o homicídio e por ajudar a destruir veículo José Gomes da Rocha Neto, o Kiko, apontado como coordenador do grupo As investigações apontam que Mayck seguia diretamente a vítima, inclusive filmando a parte da frente da 29ª DP (Madureira). Ele também gravou o momento em que o policial sai da viatura para entrar em sua casa. Procuradas, as defesas de todos eles negam as acusações. (Leia mais ao final do texto). A Delegacia de Homicídios segue as investigações da morte de Carlos José Queirós Viana para identificar um possível mandante e a motivação do crime. Criminoso filmou policial chegando em casa, em Niterói Reprodução Criminosos também fizeram campana em frente à 29ª DP (Madureira), onde policial trabalhava Reprodução Placa clonada de veículo do interior de SP Policial foi executado na porta de casa em Niterói, no Rio de Janeiro Reprodução Os mesmos réus também respondem na Justiça do Rio por usarem uma placa clonada de um veículo de São José dos Campos. O crime ocorreu em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a mais de 350 km de distância da cidade do interior paulista. Carro usado no crime foi achado incendiado Reprodução/TV Globo As investigações da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí apontaram que um anúncio no Facebook, em um grupo de classificados, mostrava um Onix Branco de 2015 à venda, juntamente com a placa do carro. Segundo as investigações, os criminosos viram o anúncio, adquiriram um veículo do mesmo modelo e clonaram sua placa para realizar a vigilância da vítima. A clonagem da placa foi comprovada depois que o sistema de monitoramento da Polícia Rodoviária Federal filmou o veículo com a placa original circulando na cidade de origem, São José dos Campos. Vídeo mostra policial civil sendo executado em Niterói, Rio Quatro suspeitos presos e clonagem comprovada Quando os criminosos colocaram fogo no Ônix branco e se preparavam para fugir em um Jeep Compass, a polícia prendeu os PMs Fábio de Oliveira Ramos e Felipe Ramos Noronha, além de Mayck Júnior Pfister Pedro. Fabio de Oliveira Ramos, Felipe Ramos Noronha e Mayck Junior Pfister Pedro Reprodução O Ônix branco com a placa clonada foi monitorado desde Niterói, onde o crime aconteceu, até Duque de Caxias, onde os suspeitos foram detidos. No Jeep Compass, os policiais encontraram uma bolsa com placas clonadas. Um pedregulho, que também estava no carro, seria usado para afundar a bolsa e impedir que as placas fossem encontradas. Em um Hyundai HB20, encontrado próximo ao local em que Felipe, Fábio e Mayck foram presos, a polícia encontrou uma carteira com documentos de Felipe, uma pistola 9mm e vestimentas táticas da PM. A análise das placas permitiu que a DH de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí encontrasse o quarto suspeito de envolvimento no caso: Dênis da Silva Costa foi identificado graças ao encontro de duas digitais nas placas clonadas que a polícia apreendeu. Polícia Civil prende mais um suspeito do assassinato de policial civil em Piratininga Divulgação As investigações apontam que Dênis serviu como um "batedor" para os executores do policial civil. Além disso, ele teria se comunicado 16 vezes com Mayck no dia do crime. Quinto suspeito preso Kiko foi preso na Ilha do Governador Divulgação/PCERJ O último preso pelo crime, segundo as investigações, era apontado como o chefe do grupo responsável por seguir os passos da vítima e executar o policial civil. Carlos vinha sendo monitorado havia mais de um mês, de acordo com a Polícia Civil. José Gomes da Rocha Neto, conhecido como Kiko, participou do planejamento do homicídio. De acordo com os investigadores, ele recebia informações sobre o período de monitoramento da vítima, realizado meses antes do crime, além de detalhes sobre o dia da execução e a queima do veículo utilizado na ação criminosa. As análises do telefone do PM Fábio de Oliveira apontam que Kiko realizou uma chamada de vídeo com ele por volta das 10h30 do dia da execução da vítima. Poucos minutos depois, Fábio, Mayck e Felipe foram presos em flagrante por participação no crime. A polícia também encontrou ligações constantes entre Fábio e Kiko em setembro do ano passado, quando a vítima estava sendo monitorada. Kiko é investigado por suspeita de ser um dos principais seguranças do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso em fevereiro em Cabo Frio. Nas investigações da "Operação Smoke Free", da Polícia Federal, o nome de Kiko aparece em uma lista como um dos seguranças do contraventor. Segundo dados da planilha, ele recebia R$ 9,5 mil mensais em junho de 2021. Argumentos das defesas A defesa de José Gomes da Rocha Neto afirma que as ligações de Kiko para Fábio, citadas no processo, não caracterizam atividade de comando, e que tinham cunho totalmente pessoal, sem nenhuma ligação com o crime. O advogado de defesa dele também afirmou que não há elementos que conectem o seu cliente aos crimes, tanto ao homicídio quanto à clonagem da placa do carro, e que outros argumentos serão apresentados durante o processo. No processo, a defesa de Dênis da Silva Costa pede a sua absolvição sumária, alegando que os indícios contra seu cliente são frágeis e que o Ministério Público não individualizou a conduta de Dênis nos crimes. A defesa de Mayck Junior afirmou que a denúncia do MP é genérica, além de ressaltar que ele é réu primário e trabalha como motorista de aplicativo. A defesa de Fábio de Oliveira Ramos afirma que ele estava em uma padaria em Duque de Caxias no momento da execução. Já a defesa de Felipe Ramos Noronha afirma que a acusação é "ambígua e conflituante".

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/04/06/reus-por-execucao-de-policial-civil-campanas-videos.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Ela Vem, Brota no Meu Setor

Mc Rodrigo do CN

top2
2. Coração Partido

Menos é Mais

top3
3. Comentário da Favela

Vou Pro Sereno

top4
4. Envolver

Anitta

top5
5. Menina de Vermelho

Menor JP

Anunciantes