Servidor que cursava medicina é alvo de ação do MP por suspeita de receber sem trabalhar no Tocantins

  • 24/04/2026
(Foto: Reprodução)
Município de Pequizeiro no TO Divulgação/Prefeitura de Pequizeiro O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou ação por ato de improbidade administrativa contra servidor contratado pela Prefeitura de Pequizeiro, por suposto pagamento de salários sem a efetiva prestação do serviço público. O MPTO cobra na Justiça a devolução de R$ 61,8 mil. O prefeito Jocélio Nobre da Silva (União) e o secretário municipal de administração também são alvos da ação. O g1 pediu posicionamento à Prefeitura de Pequizeiro e ao prefeito, mas não houve resposta até a última atualização. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo o MPTO, foram encontradas incompatibilidades. O servidor foi contratado em julho de 2024 para uma jornada de 40 horas semanais em um cargo de médico-veterinário em Pequizeiro, mas cursava medicina em período integral com atividades presenciais em Palmas, a 251km de distância. Durante a apuração, a 2ª Promotoria de Justiça de Colmeia fez requisição e a faculdade confirmou matrícula regular e atividades presenciais do estudante desde janeiro de 2023. O nome do servidor não foi informado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda conforme o MPTO, a prefeitura informou que havia “flexibilização” da jornada e comunicou o desligamento do servidor, sem apresentar toda a documentação solicitada. O cargo de médico-veterinário atribuía funções como fiscalização de alimentos de origem animal, controle de animais errantes, combate a zoonoses e inspeção de estabelecimentos. Para a promotoria, os documentos foram insuficientes para comprovar a prestação dessas funções. LEIA MAIS: Policiais são presos suspeitos de fazer cobranças para agiota no Tocantins PF prende suspeito de usar registro de advogado morto para ajudar traficantes no Tocantins Entenda o aparecimento recorrente de sucuris em cidade no interior do TO Pedido à Justiça O MPTO pediu a condenação do suposto servidor fantasma, do prefeito e do secretário municipal de Pequizeiro ao ressarcimento de R$61.889,68, valor correspondente aos pagamentos apontados como indevidos, corrigidos até abril de 2026. Além disso, cobrou a indenização por danos morais coletivos de R$30 mil de todos os envolvidos, prevista na Lei de Improbidade Administrativa. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/04/24/servidor-que-cursava-medicina-e-alvo-de-acao-do-mp-por-suspeita-de-receber-sem-trabalhar-no-tocantins.ghtml


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